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Sexta, 27 de novembro de 2020
Homenagem para Diego Armando Maradona

Falecido aos 60 anos dois dias antes da publicação deste especial, o maior ídolo da história do futebol argentino consagrou-se como um dos maiores jogadores do mundo em todos os tempos e foi também um personagem com polêmicas, controvérsias e transgressões aos montes - por isso mesmo, sempre rendeu muito.

Revelado pelo Argentinos Juniors, veio ao Brasil pela primeira vez em 1980, quando o time tomou 1 x 0 do Grêmio em amistoso do festival de reinauguração do agora Olímpico Monumental. Já ali era uma grande atração pois foi campeão mundial de juniores por seu país no ano anterior, marcando 6 gols e sendo o destaque maior.

No ano seguinte, foi contratado pelo Boca Juniors e estourou mais ainda, embora fosse apenas campeão metropolitano. Em 15 de setembro de 1981, enfrentou o Flamengo em amistoso num Maracanã para "apenas" 64 mil torcedores, como sublinhou Fernando Vannucci no "Globo Esporte" do dia seguinte - que nem é necessário dizer por qual motivo é especialíssimo, quem acompanha este PB desde sempre bem sabe. Deu Mengão por 2 x 0.



Quando disputou a Copa do Mundo de 1982, já havia sido adquirido pelo Barcelona. Porém, foi mal na Espanha, marcando negativamente sua passagem pelo chute em Batista na derrota argentina por 3 x 1 para o Brasil, assim relatado naquele 2 de julho por Luciano do Valle, Márcio Guedes e Juarez Soares na TV Globo.



Pelos catalães, venceu a Supercopa da Espanha e as Copas do Rei e da Liga Espanhola todas em 1983, mas ainda assim nem de longe foi especial como se imaginava. Transferido para o Napoli em 1984, ajudou o clube a fazer boas campanhas. Com essa moral, foi para o México na Copa do Mundo de 1986. Então, eternizou-se ao ser o carro-chefe da Argentina campeã. Atuações como a diante da Inglaterra no Azteca, em 22 de junho, colaboraram decisivamente para isso. Teve "la mano de Dios", mas também teve o golaço com dribles e mais dribles geniais. A Rádio Gaúcha relatou os dois lances com Haroldo de Souza, Antônio Carlos Macedo, Lauro Quadros e Ítalo Gall.



Em 1990, Maradona era o senhor supremo na Itália. O Napoli havia papado muitos canecos até ali: os Italianos de 1987 e daquele ano, a Copa da Itália de 1987 e a Copa da UEFA de 1989. Aquele time também era estrelado por brasileiros como Alemão e Careca. E numa dessas ironias da vida, eles estavam no Brasil que foi eliminado pela Argentina por 1 x 0 em 24 de junho, no Delle Alpi de Turim. Don Diego deu o passe para Caniggia driblar Taffarel e marcar para aqueles que seriam vice-campeões. Fiori Gigliotti e Roberto Monteiro relataram na Rádio Bandeirantes.



Depois do vice mundial e naquele mesmo 1990, ele ganhou o último título pelo Napoli: a Supercopa da Itália. Já o último pela seleção aconteceu em 1993 e foi o Troféu Artemio Franchi, um intercontinental entre os campeões da Eurocopa e da Copa América, vitória sobre a Dinamarca. Em meio a isso, no entanto, o primeiro problema grave: ser preso em 1991 por porte ilegal de cocaína. A turbulência foi enorme e as imagens dele sendo detido correram o mundo. A TV Manchete fez um "Nosso Tempo" sobre isso, com reportagem de Ely Coimbra e locução de Ronaldo Rosas.



As ligações de Maradona com o Brasil iam muito além dos confrontos no futebol, basicamente entre seleções por pouquíssimos entre clubes. Em 1993, ele deu entrevista para Luciano Júnior na TV Bandeirantes e revelou sua idolatria por um craque verde e amarelo tricampeão do mundo: o espetacular canhotinho Roberto Rivellino.



O último gol do "Pibe D'Oro" em Copas aconteceu no Foxborough de Boston, em 21 de junho de 1994. O grande destaque foi Batistuta, com três tentos nos 4 x 0 da Argentina sobre a Grécia, mas foi o lance de Diego que ficou para a eternidade, ainda mais por causa da imagem de sua reação anormal mostrada em close na câmera da filmagem oficial. A Rádio Gazeta contou tudo nas vozes de Alberto César e Marcelo Di Lallo.



Maradona voltou ao Brasil em 1998 e curtiu o carnaval de Santos, mais especificamente da Banda do Barril, inclusive ao lado de Serginho Chulapa. A reportagem de Vanessa Faro, da TV Tribuna, mostrou sua farra.



Já em 2006, o argentino foi para o sambódromo do Rio de Janeiro e viu o desfile das escolas de samba. Presente no camarote da cervejaria Brahma, participou de um dos mais famosos programas feitos por Milton Neves na televisão. Aquele "Terceiro Tempo" na Record, além deles, também contou com Renata Fan e Maurício Torres.



Em 2010, Maradona treinou a Argentina na Copa do Mundo na África do Sul, mas parou nas quartas-de-final ao tomar uma sapatada de 4 x 0 da Alemanha - não tão sapatada quanto a que o Brasil levaria quatro anos depois, mas abafa o caso, cof, cof... Milton Leite narrou pelo SporTV a goleada no Ponto Verde, na Cidade do Cabo.

 

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